sexta-feira, 27 de março de 2009

Galinheiro...

No banho, enquanto ajeita freneticamente o cabelo...

"Mãe faz-me uma crista"

"O QUÊ ?!?"

"O Martim tem uma crista... eu também quero uma crista"

Estou feita... (suspiro)

quarta-feira, 25 de março de 2009

domingo, 22 de março de 2009

É com prazer que anuncio...












A Primavera chegou... a este cantinho atrás do sol posto !

Bem-vinda !

sábado, 21 de março de 2009

Arquitectura tradicional portuguesa...II
















Os quase extintos fornos de carvão...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Chegou a Primavera!!!
















































































Finalmente chegou a Primavera,
os dias de sol,
o cheiro das flores,
e, quem sabe...
alguma paz nestes dias complicados.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Dia do Pai...

A justa homenagem ao verdadeiro homem da minha vida...

Ao meu pai...
O meu porto seguro,
Aquele que está sempre ali quando preciso,
Que se preocupa comigo, para além do inimaginável,
Que ainda hoje, pergunta: "Vê lá se tens dinheiro... se precisares pede, não quero que passes necessidades"
Que de vez em quando deposita um dinheirinho na minha conta: "para comprares o que precisares, para ti e para o menino",
Que rabuja comigo, mas nunca se zanga,
Que qualquer festinha na careca o derrete, e adora que lhe faça bolinhos,
Que insiste em comprar todos os miminhos que sabe que gosto, para me agradar quando o visito,
Que insiste em encher-me a mala de legumes e mercearias, mesmo quando não as posso carregar,
Podia escrever até ao infinito...
O meu pai, o melhor pai do mundo, parte de mim morrerá com ele !

quarta-feira, 18 de março de 2009

Homenagens...II

A uma pessoa muito especial na minha vida, que só é pequeno em tamanho...

A Mochila...

Havia uma mochila,
ninguém gostava dela,
quando o cão passava,
dava-lhe uma mordidela.

E lá estava ela,
sózinha e abandonada,
no seu cantinho escuro,
caladinha e parada.

Já não tinha esperança...
Mas, de repente, viu uma luz
era a fada das mochilas,
com casaco e capuz.

Ela pediu ajuda,
e a fada assim o fez,
bastava contar...
"Um, dois e três"

Ela salvou-se,
e bonita ficou,
foi para uma loja...
e um menino a comprou.

TC
"Poesias inéditas"

segunda-feira, 16 de março de 2009

Tão actual...

A pedra no caminho


Conta-se a lenda de um rei que viveu há muitos anos num país para lá dos mares. Era muito sábio e não poupava esforços para inculcar bons hábitos nos seus súbditos. Frequentemente, fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo se destinava a ensinar o povo a ser trabalhador e prudente.
— Nada de bom pode vir a uma nação — dizia ele — cujo povo reclama e espera que outros resolvam os seus problemas. Deus concede os seus dons a quem trata dos problemas por conta própria.
Uma noite, enquanto todos dormiam, pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio. Depois, foi esconder-se atrás de uma cerca e esperou para ver o que acontecia.
Primeiro, veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para a moagem.
— Onde já se viu tamanho descuido? — disse ele contrariado, enquanto desviava a sua parelha e contornava a pedra. — Por que motivo esses preguiçosos não mandam retirar a pedra da estrada?
E continuou a reclamar sobre a inutilidade dos outros, sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
Logo depois surgiu a cantar um jovem soldado. A longa pluma do seu quépi ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia-lhe à cintura. Ele pensava na extraordinária coragem que revelaria na guerra.
O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e estatelou-se no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou na espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam deixado uma pedra enorme na estrada. Também ele se afastou então, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
Assim correu o dia. Todos os que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém lhe tocava.
Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro passou por lá. Era muito trabalhadora e estava cansada, pois desde cedo andara ocupada no moinho.
Mas disse consigo própria: “Já está quase a escurecer e de noite, alguém pode tropeçar nesta pedra e ferir-se gravemente. Vou tirá-la do caminho.”
E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar. Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.
Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres: “Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.”
Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.
A filha do moleiro foi para casa com o coração cheio de alegria. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local onde se encontrava a pedra. Revolveram com os pés o pó da estrada, na esperança de encontrarem um pedaço de ouro.
— Meus amigos — disse o rei — com frequência encontramos obstáculos e fardos no nosso caminho. Podemos, se assim preferirmos, reclamar alto e bom som enquanto nos desviamos deles, ou podemos retirá-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
Então, o sábio rei montou no seu cavalo e, dando delicadamente as boas-noites, retirou-se.
William J. Bennett
O Livro das Virtudes II
Editora Nova Fronteira, 1996(adaptação)

sexta-feira, 13 de março de 2009

Tintas CIN

(Para me lembrar que se aproximam as limpezas de Primavera)


CIN lança nova tinta anti-ácaros, anti-insectos e anti-fungos

A nova versão da Artilin 3A contribui para combate a asma e problemas alérgicos.
A CIN lançou uma nova versão da tinta ARTILIN 3A, um produto anti-ácaros, anti-insectos e anti-fungos. O produto tem comercialização autorizada pela Direcção Geral de Saúde e é recomendado pela Associação Portuguesa de Asmáticos (APA), informa a marca em comunicado de imprensa.
“As tintas Artilin 3A provocam a diminuição da população de ácaros para níveis abaixo do que é medicamente considerado como ‘limite da irritabilidade’, contribuindo assim para diminuir a intensidade e frequência das crises asmáticas e alérgicas, não representando qualquer perigo para o ser humano”, refere o mesmo documento.
As tintas Artilin que correspondem a uma vasta gama de necessidades nos campos da saúde e conforto, tanto em espaços domésticos, como comerciais, industriais e laboratoriais, conservam as suas propriedades durante anos e são ainda eficazes no combate a mosquitos, moscas, aranhas, formigas, baratas, entre outros insectos.

PS: Não consegui descobrir o preço e até tenho medo de perguntar...
Hummm... Será que dá para descontar no IRS ?? Só em sonhos...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Simplicidades...



"Mãe, queres ser uma rainha ?"
"Quero"
"Então, tens de ir à loja comprar uma coroa"



(Tão simples... só no pensamento de criança)

Natureza - VIII















O Meu Olhar

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...


Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo.Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...


O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...


Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro, in "O guardador de Rebanhos"

quarta-feira, 11 de março de 2009

Familia...

Avó, avô, mãe, pai e o J.

terça-feira, 10 de março de 2009

De volta...

Ele há dias...
Há dias em que estamos tão cansados, que não nos apetece ligar a net...
Há dias em que estamos tão cansados, que não nos apetece escrever...
Há dias em que estamos tão cansados, que simplesmente achamos que nada temos a dizer...

Para lá do sol posto...
Os dias continuam a passar a um ritmo alucinante...
Estou numa fase de muito trabalho, perante a crise que reina neste país, só tenho a agradecer o trabalho que tenho... mas é uma fase, depressa vai passar, e os meus dias retornam à normalidade... até lá, apelo à paciência do meu pequeno que se senta a meu lado, encosta a cabeça no meu ombro, e fica a ver a mãe trabalhar...
Um doce de menino...
Actualmente, está a aprender a usar as ditas frases feitas
A sua favorita: "Qualquer coisa assim de génio" a sua adaptação de "qualquer coisa do género"... Não percebe muito bem o que significa, mas... apela às minhas mais mirambulantes explicações

domingo, 8 de março de 2009

Essa coisa...

do Dia Internacional da Mulher, que não me diz nada, com o qual não concordo, mas que aceito como sendo uma homenagem a todas as grandes Mulheres deste mundo.

Poeminha de Louvor ao Strip-tease Secular

Eu sou do tempo em que a mulher
nem mostrava o tornozelo;
que apelo!

Depois, já rapazinho
vi as primeiras pernas de mulher
por sob a curta saia;
que gandaia!

A moda avança,
a saia sobe mais,
mostrando já joelhos
lupercais!

As fazendas com os anos,
se fazem mais leves,
e surgem figurinhas, pelas ruas,
mostrando as lindas formas quase nuas.

E a mania do sport
trouxe o short.

O short amigo,
que trouxe consigo,
o maiô de duas peças.

E logo, de audácia em audácia,
a natureza, ganhando terreno,
sugeriu o biquini,
o maiô, de pequeno, ficando mais pequeno
não se sabendo mais,
até onde um corpo branco,
pode ficar moreno.

Deus, a graça é imerecida,
Mas dai-me ainda
Uns aninhos de vida!

Millôr Fernandes, in "Pif-Paf"

sexta-feira, 6 de março de 2009

quarta-feira, 4 de março de 2009

Rodando...












Quem me Dera que a Minha Vida Fosse um Carro de Bois


Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,

E que para de onde veio volta depois

Quase à noitinha pela mesma estrada.

Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas

...

A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco...

Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas

E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco.

Alberto Caeiro,

in "O Guardador de Rebanhos - Poema XVI"

terça-feira, 3 de março de 2009

Natureza VI





























































Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro,
in "Poemas Inconjuntos" Heterónimo de Fernando Pessoa

segunda-feira, 2 de março de 2009

Passeando...































Andando, meio em trabalho meio a descobrir novos horizontes, estive em Sevilha.
Que dizer desta cidade??? Que as pessoas são simpáticas, que é muito bonita (não, não tive tempo para explorar a vida nocturna), mas que é terrivel para se conduzir.
Quando cheguei, passei pelo hotel que nos tinham reservado e... loucura das loucuras, as ruas só têm um sentido, não dá para voltar atrás... Ou seja, demorei cerca de 1 hora a voltar de novo à rua que queria e foi porque o carro tinha GPS.
Outra coisa... não gostam de carros com matrículas estrangeiras. Se lá forem, preparem-se para as buzinadelas, os olhares de lado, como se tívessemos cometido alguma infracção.