terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Super-herois...

Eu tenho medo...
Tenho medo de me transformar num super-herói...
Não por ter medo que precisem de mim... mas, por ter medo de achar que não preciso de ninguém...
Ao contrario do que dizem os livros de histórias, não é a magia que nos transforma em super-heróis...
Ás vezes, são as contas para pagar, é a rotina de um dia de trabalho, é impossibilidade de dispor do nosso tempo, é a falta de dinheiro para comprar o que gostaríamos, para ir onde desejávamos...
São estes os motivos, pouco mágicos, que um dia nos fazem decidir que estamos melhor sozinhos... não precisamos de ninguém, não prestamos contas, decidimos a nossa vida, fazemos o que nos apetece... somos Super-Heróis.
Não é à toa que os super-heróis são representados como seres solitários... por benesse de algum escritor mais compreensivo, podem ter um parceiro de aventuras, mas sempre dentro do principio da liberdade individual...
Afastamos quem gosta de nós, porque nos questiona, porque nos tenta retirar a ilusão da autosuficiencia, porque quer para nós um Bem construído de partilha e não de individualismo.
Eu conheço alguns super-heróis...
Infelizmente, hoje assisti ao funeral de um... não sei se era o que desejou, mas morreu sozinho, na cama de uma casa que não era a dele, numa aldeia onde não viviam mais que desconhecidos, a quem resmungamos bom-dia com um aceno de cabeça... no funeral a família, da qual fazem parte cinco filhos, pouco se distinguia dos curiosos, dos estranhos, que espreitavam pela porta da capela... restavam os amigos e familiares que resistiram, que lamentaram o afastamento.
Foi um Super-Herói... mas a vida continuará sem ele.

Conheço outros... a quem espero acabem as baterias que os fazem voar.

Eu tenho medo de me transformar num super-herói... acho que todos nós vivemos no limiar do antes e do depois... do antes de liberdade e do depois da responsabilidade... quantas vezes olhamos para trás e temos saudades ? eu tenho... quantas vezes desejamos rodar o relógio ao contrário e andar para trás ? algumas...
Mas...eu gosto de ter alguém a meu lado... alguém que me diz: "Mãe, amo-te do tamanho do Universo", que me cobre de beijos sem motivo algum... quero rabujar com a minha mãe mais 300 anos, quero ouvir o meu pai outros tantos... quero ter a minha família e os meus amigos perto de mim... por favor, não me deixem transformar um super-herói !

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

LUANCO...
































































Luanco...
é uma simpática vila à beira mar plantada,
calma,
a convidar ao descanso...

Claro que nós não a aproveitamos... esta mania de estarmos permanentemente na estrada, a ver o alcatrão a correr por baixo das rodas do carro, esta vida louca, vertiginosa...

Mas ela estava ali,
pronta a ser disfrutada,
com o mar a perder de vista... e as rochas, imponentes...agrestes!

Pois...tenho de lá voltar!

domingo, 17 de janeiro de 2010

O poder da música

Quando uma canção vale mais que mil palavras...
Uma das minhas preferidas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

RESISTIREI!!!

Em todas as fases da nossa vida e tal como na caso da "Couve Galega", o que é preciso...

Resistirei

Quando perder todas as partidas
Quando dormir com a solidão
Quando me fecharem as saídas
E a noite não me deixar em paz.

Quando sentir medo do silêncio
Quando custar se manter de pé
Quando se revelarem as recordações
E me puserem contra a parede.

Resistirei, erguido frente a tudo
Envolver-me-ei de ferro
para endurecer a pele
E ainda que os ventos da vida soprem forte
Sou como o junco que se dobra mas sempre segue de pé

Resistirei, para seguir vivendo
Suportarei os golpes e jamais me renderei
E ainda que os sonhos me quebrem em pedaços
Resistirei, resistirei...

Quando o mundo perca toda a magia
Quando meu inimigo seja eu
Quando a nostalgia me apunhalar

E eu não reconheça nem minha voz
Quando a loucura me ameace
Quando em minha moeda saia coroa
Quando o diabo passe a fatura
Ou se alguma vez tu me faltares

Resistirei, erguido frente a tudo
Envolver-me-ei de ferro para endurecer a pele
E ainda que os ventos da vida soprem forte
Sou como o junco que se dobra mas sempre segue de pé

Resistirei, para seguir vivendo
Suportarei os golpes e jamais me renderei
E ainda que os sonhos me quebrem em pedaços
Resistirei, resistirei...

Resistirei, para seguir vivendo
Suportarei os golpes e jamais me renderei
E ainda que os sonhos me quebrem em pedaços
Resistirei, resistirei...

(Letra de La Calva y Toro)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A lógica da couve galega...

Era uma vez... não há muito tempo atrás...
Não, não é esta a história que gostaria de contar... estas partilho-as todos os dias, com o pequenote que habita cá em casa...

A história... é a história das diferenças, de como as pequenas coisas (às quais nem sempre damos a devida atenção) podem mudar a nossa vida...
Ás vezes é bom sair do nosso confortável cantinho de "para lá do sol posto", e se tivermos atentos, podemos aprender algo com isso...
Estar em Espanha... fez-me pensar (não muito, que também não é caso para tanto)...
É estranho ligar a televisão... e ouvir todas as personagens de uma série, que sabemos (e juravamos) ser americana, a falar espanhol...
É estranho ligar a televisão... ver uma senhora a apresentar o tempo previsto para a Espanha, sobre uma imagem no ecran, à qual falta um rectangulo... este rectangulo à beira mar plantado parece que afundou... caíu... simplesmente, não existe... é estranho perceber como somos (tão facilmente) ignorados... reduz-nos à nossa (real) significância...
Contudo, ao caminhar pelo país vizinho... percebemos que o que nos separa não é a geografia... se ignorarmos as placas (que em Espanha também são escassas), as praias são semelhantes, as montanhas podiam ser as mesmas...
O que nos separa é a história... e cá voltamos à estalada que o Afonso Henriques deu à mãe (por essas e por outras defendo que a educação começa no berço... neste caso, da nação)
A história separou-nos...
Pensando bem... não sei se queria ser espanhola...
Passar o dia a comer tapas e bocadilhos... que seria de mim... sem os rojões ? sem o cozido à portuguesa ? sem uma sericaia...
Não sei se teria vontade de sair do trabalho, vestir um cinto largo (a que também se chama saia) umas leggins...ir para os bares beber cerveja (logo eu... abstémia de gema) e petiscar batatas fritas (ainda por cima de pacote), jantar às dez da noite e no outro dia, ter vontade de me levantar, ir trabalhar... e repetir todo o ritual... (só de pensar, já me sinto cansada...)
É na contradição deste ritual... que entronca a malga...
Depois de bocadilhos, bolachas, e toda a espécie de pecados alimentares... fomos seduzidas por um anúncio "Caldo Galego"... hummmm... o anuncio não estava a neón, mas... a fome que nos consumia há 3 dias... fez-nos parecer que sim... mais grave... tirou-nos a lógica...
Pensamos "Caldo Galego"... a couve galega faz o caldo verde... logo... "Caldo Galego"= Caldo Verde... nham, nham... disposemo-nos a pagar os 10 euros que tão sabiamente guardávamos para coisas mais importantes...
Errado... caldo galego... são uns farrapos de couve branca, mergulhados numa água de cozer os restos do presunto rançoso que sobra das tapas...
Adiante...
A tarde foi passada a chupar pastilhas para a garganta... só para tirar o sabor a ranço da boca !
Enfim... a estalada do filho na mãe, não só alterou o rumo da história, fez o rectângulo afundar (literalmente...), mas... também, alterou a lógica da couve galega.

domingo, 10 de janeiro de 2010

A história da malga...
















Esta fotografia é, assumidamente, uma provocação à minha querida Snowberry...
É uma malga....
de caldo...
mas com uma longa história!
Ela vai contar :-)
Tenho a certeza que não resistirá a partilhar tudo o que lhe vai na alma perante esta imagem...

Porque, nem a neve...



Nos pára !!
Ucanha (Tarouca)

sábado, 9 de janeiro de 2010

Pedra Altar

























































Pedra Altar, entre as Astúrias e a Galiza.
Foi eleito pelas subscritoras deste Blog, como um dos locais a escolher para passar alguns meses (sim porque o Inverno é um pouco agreste...) quando nos reformarmos.
Se lá chegarmos...
E se esta coisa chamada "direito à reforma", ainda existir :-)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Parabéns

Hoje o João faz anos! Cinco... uma ternura.
Para ele, as maiores felicidades. Para a mãe, todas as flores deste mundo (lírios, claro!)

MENINO

Menino
No colo da mãe
a criança vai e vem
vem e vai
balança.

Nos olhos do pai
nos olhos da mãe
vem e vai
vai e vem
a esperança.

Ao sonhado futuro
sorri a mãe
sorri o pai.

Maravilhado
o rosto puro da criança
vai e vem
vem e vai
balança.

De seio a seio
a criança
em seu vogar
ao meio
do colo-berço
balança.

Balança
como o rimar
de um verso
de esperança.

Depois
quando com o tempo
a criança vem crescendo
vai a esperança
minguando.

E ao acabar-se
de vez
fica a exacta medida
da vida
de um português.

Criança portuguesa
da esperança
na vida faz certeza
conseguida.

Só nossa vontade
alcança
da esperança
humana realidade.

Manuel da Fonseca, in "Poemas para Adriano"

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

AQUI VAMOS NÓS...

Para uma nova aventura...
sim porque cada ano é, nada mais, nada menos, que uma nova aventura que se inicia.
Não sabemos nunca como vai terminar...
Sabemos apenas (pelo menos eu sei!) que a devemos viver da melhor forma possível, de modo a sermos felizes e fazermos felizes os que se encontram à nossa volta.
Coragem! Isto não custa muito! Apenas mais uns cabelitos brancos...uma ruga aqui...outra acolá :-)
Ah! Por vezes também começamos a perceber que temos algumas partes do nosso corpo, que não sabíamos que existiam mas que, de repente, parecem despertar da sua longa hibernação e dizer:
- Olá! Eu existo...logo, posso doer...
Mas não desistam porque, na realidade, a aventura da vida, só se tem uma vez ...
Problemas? Não há nada que um espírito positivo não resolva!

FELIZ ANO DE 2010.

http://www.youtube.com/watch?v=NuxS-9t3tnY